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Sul do Brasil lidera avanço em recuperações judiciais no 2º trimestre de 2025

  19 de Setembro de 2025

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O mais recente levantamento do Monitor RGF da Recuperação Judicial revela um cenário de alerta para as empresas brasileiras: o Sul do país registrou o maior crescimento proporcional de companhias em recuperação judicial no 2º trimestre de 2025.

 

Os números em detalhe

  • No total, a região Sul contabilizou 1.127 empresas em recuperação judicial, uma alta de 4,5% em relação ao trimestre anterior.
  • O destaque ficou para o Rio Grande do Sul, que saltou de 427 para 460 processos ativos, aumento de 7,7% em apenas três meses.
  • O Centro-Oeste, embora tenha registrado crescimento mais discreto (+1,0%, total de 610 empresas), mantém o maior índice proporcional do país: o IRJ (Índice RGF de Recuperação Judicial) chegou a 2,75, indicando que a relação entre empresas em RJ e negócios ativos na região é preocupante.
  • O Sudeste segue liderando em volume absoluto, com 2.346 empresas em recuperação judicial, crescimento de 1,6% no trimestre.
  • O Nordeste foi a única região com redução, registrando queda de 2,3%, com destaque para a Bahia (-15%), Ceará (-5,6%) e Paraíba (-2,9%).
  • Já o Norte teve crescimento mais acentuado proporcionalmente, com alta de 5,2% e 161 processos ativos.

O que os dados revelam
Embora o Sudeste concentre o maior número de processos, o quadro mais delicado aparece no Sul e no Centro-Oeste, já que a proporção de empresas em recuperação frente ao total de negócios ativos supera a média nacional. Isso significa que, nessas regiões, a crise empresarial tem atingido de forma mais intensa e direta o tecido produtivo.

 

Para Rodrigo Gallegos, sócio da RGF, o dado chama atenção:

“Apesar de o Sudeste ainda liderar em volume absoluto, é no Sul e no Centro-Oeste que os indicadores mais preocupam. A proporção de empresas em recuperação judicial frente ao total de negócios ativos nessas regiões é significativamente mais alta que a média nacional.”

 

Nosso alerta
A recuperação judicial é um instrumento fundamental para que empresas em dificuldades financeiras possam reestruturar dívidas, negociar com credores e preservar empregos. No entanto, é uma decisão que exige planejamento estratégico e acompanhamento jurídico especializado, já que seus efeitos podem impactar o acesso a crédito futuro e a própria continuidade do negócio.

Em um cenário de instabilidade econômica, oscilações no crédito e eventos externos que pressionam a atividade empresarial, estar preparado e buscar orientação técnica se torna cada vez mais essencial.

 


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